Eu fui uma aluna medíocre em redação.
No ensino fundamental e médio, meu interesse e maior habilidade eram, claramente, na área de exatas. Eu também me saía bem em gramática, ditado e interpretação de texto, mas quando o negócio era a produção textual, eu ficava na média ou abaixo e foram muitas aulas particulares para conseguir vencer esse desafio na escola.
Quando fui escolher o curso superior, eu fiz um teste vocacional. Parti de uma lista inicial de 10 cursos diferentes e Arquitetura apareceu como minha aptidão! E, no final das contas, eu fiz….Direito, que nem estava na lista (rindo de nervoso) e até hoje não sei bem o porquê. Mas a virada para superar minha barreira com os textos começou aí.
Olhando para minhas parcas habilidades na escrita, uma timidez que me limitava na eloquência necessária a um bom profissional da área e o interesse nada empolgante pela leitura, eu caí de paraquedas no curso e quase desisti quando estava no sexto período e saí chorando de uma aula de processo civil.
Meu compromisso com os estudos e um dever moral com minha família, que já tinha pago metade da faculdade, me fez concluir a graduação. Mas meu esforço foi recompensado. As aulas de lógica, os milhões de livros teóricos e as muitas provas descritivas, me apresentaram método e destravaram, pelo viés da “técnica” (conversando com minha propensão a coisas mais lógicas) o que era escrever.
Também ganhei de presente o hábito de leitura e, o que na escola era uma obrigação curricular, se tornou uma paixão. Os livros de direito ficaram de fora desse capítulo prazeroso, apesar de reconhecer o brilhantismo dos autores da área (toda a minha admiração aos profissionais do direito, especialmente aos vocacionados!!!).
Graças à minha transição de carreira, que comecei 15 dias depois de pegar a carteira da OAB, dando baixa no meu registro, eu me joguei nos livros técnicos da área que escolhi trabalhar, sustentabilidade, e muitos de literatura e outros gêneros.
Quando decidi produzir conteúdo, fui estudar: cursos de escrita criativa, storytelling, mentoria e newsletters sobre escrita, livros e outras leituras sobre o tema (Essa imersão foi do livro “Sobre a Escrita”, do Stephen King, à newsletter “Jogo da Velha”, da Noemi Jaffe, uma maravilhosa!).
Então, apesar de não ser uma vocação nata, eu me arrisquei no meu projeto editorial e grande parte do meu conteúdo no Linkedin, que me fizeram ser reconhecida como Top Voice, é de texto.
Muitas pessoas têm me pedido dicas e me dado um feedback super positivo, mas especialmente carinhoso e estimulante, sobre o meu estilo de escrita e a primeira coisa que posso fazer por vocês é ser sincera e dar minha contribuição no gêneros de auto ajuda, coaching e autoconhecimento: se eu consegui, você também consegue!!!
Vou fazer outros posts sobre escrita e de onde vêm as ideias, que é outra pergunta recorrente. Acompanhem por aqui.