Um erro de digitação criou, para mim, um novo termo “nem estar”.
Trocando mensagens com uma colega sobre viagens, ela queria dizer que a praia é um lugar de “bem estar” para ela e, por um typo, erro de digitação, ela acabou escrevendo “nem estar”.
Quem é leitor da minha newsletter Reflexo sabe da minha relação com praia, que tenho certeza que é bem diferente dessa minha amiga, mas esse não é o tema aqui : )…
Eu achei “nem estar” um termo magnífico para descrever a forma como estamos lidando com a realidade em tempos de redes sociais, inteligência artificial e tantas outras ferramentas que têm gerado distrações e nos afastado da atenção dedicada.
E nem estar pode ser atribuído ao comportamento de quando estamos dividindo atenção – e que acabamos não prestando atenção a nenhuma das demandas – e explica muito, também, o sentido de “não estar” presente.
Quantas vezes não estou presente quando minha filha pede uma ajuda e, ao mesmo tempo que ela explica o que precisa, eu fico atenta a notificações do trabalho no celular. Também “nem estou” quando as pessoas conversam e fico distraída no feed do Linkedin ou Instagram.
Eu poderia fazer uma lista de atitudes que reconheço que não estou inteira e, na maioria delas, um equipamento eletrônico é o motivo da distração: celular, tablet, notebook.
Tentei adotar alguns hábitos para melhorar minha presença, sem distrações, mas a dependência dos equipamentos para interações sociais ou resolução de questões pessoais e do trabalho dificulta que o celular ou computador sejam deixados de lado.
Sigo tentando por aqui. E você, tem algum bom hábito para compartilhar?