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Sustentabilidade

17 de novembro de 2025

NANAS E ATIVISMO SOCIAL

Eu vi uma Nana ao vivo e fiquei muito impactada.

Eu não conhecia a obra da Niki de Saint Phalle e fui visitar a exposição sobre ela na Casa Fiat de Cultura.

A obra dela é lindíssima e eu poderia destacar vários aspectos que me chamaram atenção, mas neste mês da Consciência Negra, ressalto as reflexões sobre violência, racismo e desigualdade. Niki tinha uma família multiracial e esses temas que a atravessaram profundamente.

A obra desse post chama Diário Californiano: O preto é diferente, 1994. Além dos quadros, ela se destacou pela criação das Nanas, esculturas de figuras femininas em grande escala, pintadas em cores vivas, que destacavam a feminilidade e maternidade.

Várias Nanas foram criadas em resposta ao movimento pelos direitos civis dos afro-americanos nos EUA. Sua primeira Nana Negra foi uma homenagem a Rosa Parks, mulher afro-americana que se recusou a ceder seu lugar no ônibus a um homem branco e desencadeou um movimento nacional pelos direitos civis, em 1955.

Fonte: Casa Fiat de Cultura e Guggenhein Bilbao

Imagem: Casa Fiat de Cultura

Querido Diário,
NEGRO
é diferente.
Fiz muitas
figuras negras
em meu trabalho.
Vênus Negra, Madona Negra,
homens negros, Nanas Negras.
Sempre foi uma cor importante
para mim.

Hoje, caminhando na praia,
observei uma pequena criança negra
de 5 ou 6 anos brincando com o pai.
Ele era tão fofo. Foi uma revelação.

O negro também sou eu agora,
com meu bisneto Djamal. Isto é novo,
e eu gosto disso.

Djamal é: francês, americano, vietnamita,
grego, belga, irlandês, inglês, africano,
escocês, russo, italiano, judeu, cubano.
= Americano

O negro também sou eu agora.