Sou do interior de Minas, de uma cidade de médio porte, e vivi ali até meus quatorze anos. Esses dias, fui escrever um texto sobre o meu pai e tentei lembrar o nome de algumas lojas ou estabelecimentos que tinham relação com a história que estava contando.
Não lembrei de nenhum nome daqueles escritos na placa, mas sabia como chamávamos cada um deles: Bar do Dario, Farmácia do Paulo, Supermercado do Maninho, Armarinho da Luzia, Padaria dos Teixeiras. Tinham, também, os ofícios que davam sobrenome às pessoas, Sr Antônio Marceneiro, Luiz Sapateiro, Manoel do Gás.
Todos os estabelecimentos, provavelmente, tinham um nome fantasia, que eu sequer conheci, mas foi a relação com os donos, a história com cada um deles e a lembrança do ofício que realizavam que ficou na minha memória.
Quando comecei a mergulhar no universo de marca pessoal, eu passei pelo dilema de encontrar um nome fantasia ou usar o meu nome. Optei pelo segundo caminho e puxando as memórias da minha infância, acho que foi um bom caminho.
Quero ser conhecida pelo meu nome, sobrenome e reconhecida pelo jeito que escolhi estar no mundo, contribuindo para que, aqui, se torne um lugar melhor para nós e nossos filhos.